» Déficit de vagas em educação infantil ainda permanece

 

Levantamento do Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB) destaca que 81% de crianças de 4 e 5 anos estão matriculadas em pré-escolas no país, o que significa que cerca de 1,2 milhão de crianças dessa faixa etária ainda não frequentam a escola. Em relação às crianças de 0 a 3 anos, o percentual de atendimento em creches alcança 31%, de forma que é necessário garantir vagas para outras 2,2 milhões de crianças para se alcançar a meta de 50% de atendimento até o ano de 2024 estipulada no Plano Nacional de Educação (PNE). O atendimento às crianças de 4 e 5 anos em pré-escola, de acordo com o PNE,  deveria ter alcançado a universalização em 2016.

 

Na planilha, elaborada com dados das metas e indicadores 1A e 1B do PNE, é possível consultar a situação dos 5.570 Municípios brasileiros: https://irbcontas.org.br/download/1812/2021/20442/metas-2020_1a-e-1b_metod-tc-educa.xlsx.   

 

De acordo com o presidente do CTE-IRB, Cezar Miola, os efeitos da pandemia podem piorar esses índices, já que diversas famílias estão perdendo renda e transferindo os filhos para o ensino público, já carente de oferta de vagas. “As famílias em situação de vulnerabilidade social são as que mais necessitam desse atendimento. Além disso, investir na aprendizagem nos primeiros anos de vida significa priorizar a formação de capital humano, um dos principais fatores de crescimento socioeconômico. Frequentar a escola na primeira infância traz benefícios múltiplos, como o desenvolvimento de competências afetivas, sociais e cognitivas, ajudando na formação de bases estruturais para a aprendizagem. E, no futuro, esses aspectos impactarão positivamente na renda e na qualidade de vida”, disse.

 

 Cezar Miola também destaca que a manutenção ou a reinserção dos pais no mercado de trabalho depende, muitas vezes, da oferta de vagas para essas crianças, já que a família encontra na escola um local seguro para os seus filhos.

 

O levantamento foi encaminhado a todos os Tribunais de Contas com o objetivo de subsidiar as ações de fiscalização dos órgãos. As informações resultam do cruzamento de bases do Censo Escolar da Educação Básica 2020 (INEP/MEC) e da estimativa populacional elaborada pelo Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, que leva em consideração, além do Censo Populacional 2010, atualizado com estimativas municipais anuais do IBGE, informações de nascidos vivos e mortalidade do Ministério da Saúde, referentes a 2019.

 

Saiba mais:

Taxa de atendimento por Região:
Pré-escola (crianças de 4 e 5 anos)

Região Sul: 85%

Região Sudeste: 82%

Região Nordeste: 81%

Região Centro-Oeste: 79%

Região Norte: 74%.

Brasil: 81%

 

Creches (crianças de 0 e 3 anos)

Região Sudeste: 39%

Região Sul: 38%

Região Nordeste: 26%

Região Centro-Oeste: 25%

Região Norte: 14%.

Brasil: 31%

O PNE (2014 – 2024) define 10 diretrizes que devem guiar a educação brasileira neste período e estabeleceu 20 metas a serem cumpridas. A Meta 1 possui dois indicadores: o 1A, que previa a universalização, até 2016, da educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade; e o 1B, que estabelece a ampliação a oferta de vagas em creches de forma a atender, no mínimo, 50% das crianças de até 3 anos até o ano de 2024.

 

 

Publicado em 11 de outubro de 2021.

» Reunião do CTE-IRB debate ações para mitigar os efeitos da pandemia na educação

O Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB) realizou, na manhã desta sexta-feira (24), reunião virtual de trabalho para debater os projetos desenvolvidos pelo grupo, sobretudo com o objetivo de mitigar os efeitos da pandemia na área. Temas como a atuação dos Gabinetes de Articulação para Enfrentamento da Pandemia na Educação (Gaepes) e a vinculação da distribuição do ICMS ao desempenho da educação foram discutidos.

 

Na oportunidade, o conselheiro do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro (TCM-RJ), Felipe Puccioni, apresentou o projeto de pesquisa “Gestão, arranjos institucionais e educação: um experimento de campo aleatório de três níveis no RJ. O estudo pretende analisar a relação entre a gestão escolar e o resultado dos alunos em avaliações de larga escala. A conclusão desse experimento social, de acordo com o conselheiro, vai constituir um programa permanente e efetivo de fiscalização e acompanhamento da educação, que será implementado nas escolas municipais. Até o momento, foram selecionadas de forma aleatória 80 escolas para o desenvolvimento do estudo.

 

 

O protótipo do Painel de Educação foi apresentado pelo inspetor-geral do TCM-RJ, Marcus Vinícius Pinto das Silva. “Além de realizar cruzamento de dados para subsidiar as ações de fiscalização, a ferramenta oportunizará o controle social dos usuários. O painel trará, por exemplo, informações sobre os orçamentos das coordenadorias de educação, as listas de espera para vagas da educação infantil, os resultados das avaliações de aprendizagem das escolas, as taxas de aprovação, o cumprimento dos protocolos de biossegurança para evitar a disseminação da Covid-19, entre outros dados dos 1.543 estabelecimentos de ensino”, disse.

 

O conselheiro-substituto Gerson Sicca (TCE-SC) detalhou as tratativas com o Ministério da Educação para disponibilizar uma plataforma que reúna todas as informações dos planos nacional, estaduais e municipais de educação e as taxas de atendimento. A base de dados auxiliará o monitoramento das atividades de gestão e de fiscalização na área.

 

Também foram apresentados os andamentos do projeto Permanência Escolar na Pandemia, das ações que preveem o aperfeiçoamento do software TCeduca e das iniciativas desenvolvidas com o apoio da Universidade Federal de Goiás.

 

Por fim, a respeito dos desafios da nova legislação do FUNDEB, o presidente do CTE-IRB, Cezar Miola, encaminhou a criação de um grupo de estudos para analisar a abrangência da Emenda Constitucional nº 108/2020 quanto ao efetivo exercício dos profissionais da educação. “O nosso objetivo é aprofundar os debates e estudos em torno dessa questão complexa, que é foco de diversos questionamentos por parte dos gestores públicos. Não temos a pretensão de exaurir o assunto, mas o resultado das discussões pode auxiliar o posicionamento dos órgão de controle”, disse.

 

 

O encontro teve a participação de 30 membros e assistentes técnicos do CTE-IRB, entre eles do secretário de Controle Externo da Educação do Tribunal de Contas da União, Alípio Dias dos Santos Neto (TCU) e dos conselheiros Claudio Couto Terrão (TCE-MG), Fabrício Macedo Mota (TCM-GO), Felipe Galvão Puccioni (TCM-RJ), Gerson dos Santos Sicca (TCE-SC), Luiz Henrique Lima (TCE-MT) e Susana Azevedo (TCE-SE).

 

Publicado em 24 de setembro de 2021.

» Entidades ligadas ao controle se manifestam contrárias a PEC 13/2021

 

As entidades que integram o Sistema de Controle Externo Nacional se manifestaram publicamente contra a aprovação da (PEC) 13/2021, que isenta de responsabilidade gestores que não atingirem o mínimo constitucional de 25% das receitas em investimentos na educação. O posicionamento consta na Nota Pública Conjunta nº 002/2021. Acesse aqui:
De acordo com as entidades, a proposta que tramita no Senado Federal constitui um grave precedente e promove o retrocesso no Sistema Educacional Brasileiro. “(…) o Projeto retira da sociedade brasileira a sua primeira garantia social, direito fundamental (art. 6º, caput, Constituição Federal), ao permitir que gestores que, de má-fé, desviaram recursos destinados à Educação para aplicações diversas, passem ilesos pelas respectivas prestações de contas”, afirma o documento.

O presidente do Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB), Cezar Miola, destaca que, em 2020, diversos gestores alegaram não ter conseguido aplicar o mínimo constitucional na manutenção e desenvolvimento do ensino, em razão da pandemia. “Porém, observamos que, paradoxalmente, inúmeras redes apresentam graves problemas de infraestrutura, como banheiros, fornecimento de água potável e falta de acesso à internet. Assim, nosso objetivo, com essa manifestação, é destacar a necessidade de utilização dos recursos não investidos, e assegurar que, em 2021, todas as verbas sejam alocadas para as diferentes demandas da educação básica do país”, disse.

Os signatários entendem que “a isenção de responsabilidade, notoriamente no que se refere ao exercício de 2020, cuja execução já findou, viola diretamente o princípio da legalidade e atinge em cheio a Lei de Responsabilidade Fiscal, ao negar-lhe cumprimento”. Por fim, pedem que os senadores “rejeitem semelhante proposta, atuando como verdadeiros guardiões da Constituição Federal, e adotem soluções consentâneas com as conquistas históricas que têm aprimorado a aplicação dos recursos públicos em educação, que não violem, a um só turno, a Constituição Federal na garantia da educação, a Lei de Responsabilidade Fiscal”.

O documento é assinado pelos dirigentes do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC); pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (ATRICON); do Instituto Rui Barbosa (IRB); da Associação Brasileira dos Tribunais de Contas dos Municípios (ABRACOM); da Associação Nacional dos Ministros e Conselheiros-Substitutos dos Tribunais de Contas (AUDICON); Conselho Nacional de Procuradores-Gerais de Contas (CNPGC); Associação Nacional do Ministério Público de Contas (AMPCON); e, Associação Nacional dos Auditores de Controle Externo dos Tribunais de Contas do Brasil (ANTC).

Acesse: NOTA PÚBLICA CONJUNTA 2/2021

– ATRICON/ABRACOM/AMPCON/ANTC/AUDICON/CNPGC/CNPTC/IRB

 

 

Publicado em 15 de setembro de 2021.

» Tribunais de Contas solicitam participação em processo que trata da oferta de internet para estudantes

 

A Associação dos Membros de Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) protocolou petição solicitando seu ingresso como amicus curiae na ADI 6926, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação discute a constitucionalidade da Lei 14.172/2021, que prevê o repasse de R$ 3,5 bilhões pela União aos Estados e ao Distrito Federal, no prazo de 30 dias após sua publicação, para a garantia de acesso à internet, com fins educacionais, beneficiando alunos e professores da educação básica pública.

 

Na peça, além de se demonstrar a legitimidade da Atricon, é defendido o direito à inclusão digital dos alunos da educação básica da rede pública, em especial diante do contexto trazido com a pandemia da Covid-19.

 

Estudos produzidos pelo pelo Comitê Técnico da Educação do IRB, presidido pelo conselheiro do TCE-RS, Cezar Miola, e pelo Gaepe Brasil subsidiaram o trabalho. Amicus curiae significa “amigo da corte”. Por meio dessa figura, se viabiliza a participação de entidades que possam auxiliar o STF no julgamento de processos.

 

Link:  https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=757100694&prcID=6216523#

 

Publicado em 08 de setembro de 2021.

 

 

 

» CTE-IRB participa de conferência preparatória para o CONAE

 

 

O presidente do Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB), Cezar Miola, participou, na tarde desta quinta-feira (26), de reunião preparatória para a Conferência Nacional de Educação (CONAE) 2022, abordando o tema “Planos de Educação: um olhar dos Tribunais de Contas”. O encontro teve a participação de membros dos conselhos e fóruns estadual e municipais de educação, dirigentes municipais de educação, integrantes do Ministério Público Estadual e do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina, servidores das secretarias municipais e estadual de educação, integrantes das coordenadorias regionais de Educação e profissionais da área. A atividade foi promovida pelo Fórum Estadual de Educação de Santa Catarina e a Comissão Organizadora Estadual da IV CONAE.

 

 

Assista ao encontro em: https://www.youtube.com/watch?v=AsKCwRiBKpI

 

Publicado em 27 de agosto de 2021.

» CTE-IRB participa de debate sobre abandono e evasão escolares

 

A articulação interinstitucional, o planejamento de ações e o regime de colaboração entre as esferas de governo foram alguns dos temas abordados pelo Diálogos sobre a importância da Busca Ativa Escolar, realizado na manhã desta sexta-feira (27), com a participação do Comitê Técnico da Educação do Instituto de Educação (CTE-IRB). A atividade foi promovida pelo Centro de Apoio Operacional Infância, Juventude, Educação, Família e Sucessões (Caoijefam) do Ministério Público do Rio Grande do Sul em parceria com o UNICEF e a Undime.

 

 

Durante o debate, a presidente estadual da Undime (RS) e secretária de Educação de Novo Hamburgo (RS), Maristela Guasselli, destacou as iniciativas adotadas pelo Município para resgatar o vínculo rompido entre as escolas e os estudantes, principalmente durante a pandemia. “O nosso grande desafio não é apenas trazer o aluno de volta à escola, mas garantir a sua permanência no ambiente de ensino. Esse processo envolve diretores, professores, coordenadores pedagógicos, conselhos e instituições como os Tribunais de Contas e o Ministério Público”, disse.

 

Para o chefe de Educação do Unicef Brasil, Ítalo Dutra “as crianças e adolescente que estão fora da escola estão tendo um conjunto de direitos violados. Para que eles retornem, não basta apenas a matrícula, pois as causas do abandono e da evasão escolares são multisetoriais. Os problemas vão desde a perda do interesse pela escola até situações de caráter social e econômico”, enfatizou.

 

O presidente do CTE-IRB, Cezar Miola, destacou que os desafios são molas propulsoras que alimentam a esperança e a indignação. “Nossas responsabilidades não nos permitem circular apenas no plexo das atribuições previstas legalmente. É preciso buscar resultados por meio da articulação e da cooperação entre os diferentes setores que se dedicam a reverter esse quadro do abandono e da evasão escolares. A forma mais efetiva de enfrentar esse problema é atuar de forma preventiva e continuada, evitando que o aluno se afaste do ambiente escolar”, disse.

 

Na oportunidade, Cezar Miola também apresentou alguns dos projetos desenvolvidos pelo CTE-IRB, como a parceria com a Undime e o Unicef que resultou no lançamento da cartilha Todos na Escola, a formação dos Gabinetes de Articulação para Enfrentamento da Pandemia da Educação (Gaepes) e o estudo “A educação não pode esperar: boas práticas no ensino fundamental”, elaborado em conjunto com o Iede. O levantamento reconheceu 118 redes de ensino e revela as seis práticas mais comuns adotadas por elas para alcançar bons resultados.

 

Também participaram dos diálogos, a secretária de Educação do Estado (RS), Raquel Teixeira, o vice-presidente da Undime, Marcelo Ferreira da Costa, a diretora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do MP-RS, promotora de Justiça Martha Silva Beltrame, e a coordenadora do Caoijefam, promotora de Justiça Luciana Cano Casarotto.
Assista os debates em: https://www.youtube.com/watch?v=DU6zQlzjh2w.

 

Publicado em 27 de agosto de 2021.

» CTE-IRB participa do “Diálogos sobre a importância da Busca Ativa Escolar”

 

 

O Comitê Técnico da Educação do Instituto de Educação (CTE-IRB) participa, nesta sexta-feira (27), do Diálogos sobre a importância da Busca Ativa Escolar. O encontro, que inicia às 9h, abordará temas como a adoção de ações intersetoriais e articuladas para enfrentar a evasão e o abandono escolar, agravados pela pandemia. A atividade é promovida pelo Centro de Apoio Operacional Infância, Juventude, Educação, Família e Sucessões do Ministério Público do Rio Grande do Sul em parceria com o UNICEF e a UNDIME. Saiba mais em: https://www.youtube.com/watch?v=DU6zQlzjh2w.

Publicado em 26 de agosto de 2021.

» Leilão do 5G: Gaepe Brasil participa de audiências com ministros do TCU

 

Representantes do Gabinete de Articulação para Enfrentamento da Pandemia na Educação no Brasil (Gaepe-Brasil) participaram, na tarde desta terça-feira (25), de três audiências com ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) para tratar da inserção da oferta de internet para escolas no edital que prevê a contratação do serviço de 5G no Brasil. Nos encontros, os representantes enfatizaram a importância da manutenção da determinação de inclusão de contrapartidas à conectividade das escolas públicas, conforme consta no voto do relator do processo no TCU, ministro Raimundo Carreiro. Os encontros com a presidente do TCU, Ana Arraes, e com os ministros Aroldo Cedraz e Walton Rodrigues foram realizados em sequência e tiveram a participação dos membros da Diretoria do Gaepe Brasil, Cezar Miola e Alessandra Gotti, além representantes da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e da Undime, entre outros.

 

 

Publicado em 25 de agosto de 2021.

» Ipea cita estudo realizado pelos Tribunais de Contas na área da educação

 

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) citou no seu boletim “Políticas Sociais: acompanhamento e análise da educação” dados da pesquisa “A educação não pode esperar”, realizada pelos Tribunais de Contas e coordenada pelo Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB) em parceria com o Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede). O boletim do Ipea apresenta um diagnóstico da educação brasileira durante a pandemia.

O estudo “A educação não pode esperar” investigou as ações relacionadas à pandemia da Covid-19 em 232 redes municipais e 17 redes estaduais de ensino. Os dados foram coletados entre maio e junho de 2020, por meio de questionários on-line e entrevistas com secretários ou técnicos das secretarias de Educação.

O Ipea é uma fundação pública federal vinculada ao Ministério da Economia. Suas atividades de pesquisa fornecem suporte técnico e institucional às ações governamentais para a formulação e reformulação de políticas públicas e programas de desenvolvimento brasileiros.

Acesse aqui o boletim Políticas Sociais: acompanhamento e análise da educação: https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/politicas_sociais/210409_boletim_bps_
28_educacao.pdf
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Conheça o estudo “A educação não pode esperar”: https://projetoscte.irbcontas.org.br/a-educacao-nao-pode-esperar/

Publicado em 25 de agosto de 2021.

» Transporte escolar e matrícula a qualquer tempo: CTE-IRB orienta ações de fiscalização

 

O Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa (CTE-IRB), entidade que congrega os Tribunais de Contas (TCs) brasileiros, encaminhou aos órgãos de controle sugestões a serem incorporadas nas atividades de fiscalização na área da educação. A Nota Técnica (NT) n° 04/2021 traz uma lista com 8 recomendações que objetivam orientar quanto à adoção de medidas de fiscalização a fim de viabilizar a matrícula escolar a qualquer tempo, bem como para assegurar o transporte escolar a todos os estudantes da educação básica da rede pública.

 

A NT leva em consideração, entre outras questões, “que, devido à suspensão das aulas presenciais, agravada pela falta de acesso à internet e às ferramentas de ensino remoto a muitos estudantes, houve uma perda de vínculo entre escola, professores e alunos, com dados que indicam um contingente de quase 5,1 milhões de crianças e adolescentes privados do seu direito à educação ao longo de 2020”.

 

O documento destaca que, para que esse vínculo entre os alunos e os ambientes de ensino sejam retomados, são necessárias ações articuladas e intersetoriais do Poder Público, envolvendo as áreas da saúde e da assistência social, os conselhos tutelares e da criança e do adolescente e os conselhos municipais de educação, entre outros, juntamente com a sociedade.

 

De acordo com o presidente do CTE-IRB, Cezar Miola, “para que o processo de busca ativa escolar seja efetivo, a matrícula das crianças e jovens deve ser realizada independentemente do período do calendário escolar, de contabilização dos registros para o Censo Escolar e correspondente financiamento pelo Fundeb”.

 

Recentemente, o CTE-IRB, em conjunto com o Unicef e a Undime, lançou a Cartilha Todos na Escola. A publicação objetiva orientar os gestores públicos no planejamento das estratégias de enfrentamento da exclusão escolar de forma a torná-las mais estruturadas e resolutivas, além de reforçar a importância da implementação da busca ativa de estudantes em todo o território nacional. Acesse a Cartilha aqui: https://buscaativaescolar.org.br/materiais/cartilha-todos-na-escola.

Acesse a Nota Técnica n° 04/2021 aqui: NT 004/2021

Saiba mais sobre a Busca Ativa Escolar em: https://buscaativaescolar.org.br.

 

Principais pontos da NT 04/2021:

 

 

Áreas de atenção 

 

Recomendações

Matrícula a qualquer tempo 1.1 Que se oriente os jurisdicionados no sentido de que o Censo Escolar é um instrumento que auxilia o planejamento da política pública da educação, mas não é um limitador do ato de matrícula;

1.2 Que a matrícula não se limita a simples ato burocrático, constituindo a garantia do próprio direito à educação e, por isso, deve ser sempre possível para o acolhimento e a reinserção no ambiente escolar daquelas meninas e meninos identificados durante o processo de busca ativa;

1.3 Que o planejamento local, refletido nas peças orçamentárias, deve trazer alocação de recursos compatível com a realização da matrícula a qualquer tempo para crianças e adolescentes identificados no processo de busca ativa;

1.4 Que o processo de reinserção de meninos e meninas no ambiente escolar seja realizado com acompanhamento pedagógico específico ao percurso dos novos estudantes, essencial para respeitar o processo de ensino e aprendizagem e garantir condições objetivas de acesso e enturmação;

1.5 Que a alegação de ausência de recursos financeiros para efetivar a matrícula a qualquer tempo caracteriza a negação do direito subjetivo público à educação e pode determinar a responsabilidade da autoridade competente, na forma do artigo 208, §§ 1° e 2°, da Constituição.


Transporte escolar 2.1 Que, no processo de preparação ao retorno das aulas presenciais, os jurisdicionados sejam orientados a planejarem adequadamente a retomada do transporte escolar, inclusive com a reativação dos contratos porventura suspensos e/ou novas contratações que se façam necessárias, com a adoção dos protocolos sanitários compatíveis;

2.2 Que o êxito da retomada presencial das aulas também depende do comprometimento integral e articulado de todas as redes de ensino envolvidas, tendo em vista a integração entre elas, no tocante ao fornecimento do transporte escolar, normalmente executado em regime de colaboração;

2.3 Que os Tribunais de Contas estimulem, em conjunto com Estados e Municípios, soluções consensadas para superar eventuais impasses quanto à prestação do transporte escolar, em especial no caso de um ente opor entraves ou condicionantes ao transporte de alunos da rede do outro, tendo em vista que a garantia do direito à educação abarca as condições de acesso e permanência no ambiente escolar, sendo injustificada a negativa da prestação do serviço por eventuais divergências ou desajustes na sua organização ou distribuição.


 

 

Publicado em 25 de agosto de 2021.